BREVE RESUMO HISTÓRICO: Os Spitz Alemães são descendentes dos cães da Idade da Pedra: <<Peat dogs>> (Torfhund) <<Canis familiaris palustris Rüthimeyer>> e mais tarde o Lake Dweller’s (Pfahlbau) Spitz; são as raças de cães mais antigas da Europa Central. Muitas outras raças foram criadas a partir delas. Nos países de línguas não germânicas os “Wolfsspitz” são conhecidos como Keeshonds e os Spitz Anão como Pomerânia.

APARÊNCIA GERAL: Os Spitz cativam pela beleza de sua pelagem, feita para ficar externamente ao abundante subpelo. Particularmente impressionante é o forte tipo de juba ao redor do pescoço (“rufo”) e a espessa cauda atrevidamente portada sobre o dorso. A cabeça de raposa com olhos alertas e as pequenas orelhas pontudas, inseridas próximas uma da outra, dão ao Spitz sua característica única, uma aparência atrevida.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: O Spitz Alemão está sempre atento, esperto e é excepcionalmente devotado ao seu dono. É muito dócil e fácil de ser treinado. Sua desconfiança com estranhos e sua ausência de instinto de caça fazem dele um cão de guarda ideal para casas e fazendas. Ele não é nem tímido nem agressivo. Indiferente às intempéries, robustez e longevidade são seus atributos mais importantes.


PELAGEM
Pelo: O Spitz Alemão tem uma pelagem dupla: o pelo externo é longo, reto e separado; o subpelo é curto, grosso e lanoso. Cabeça, orelhas, parte da frente dos membros anteriores e posteriores e as patas são cobertas por pelos curtos e espessos (aveludados). O resto do corpo tem uma longa e rica pelagem. Não ondulada, crespa ou encordoada e nem repartida no dorso. Pescoço e ombros são cobertos por uma abundante juba. A parte posterior dos membros anteriores é bem franjada, as pernas posteriores têm franjas abundantes da garupa até o jarrete. A cauda é espessa.

TAMANHO 
Altura na cernelha:

a) Wolfspitz / Keeshond (Spitz Lobo): 49 cm +/- 6 cm.
b) Spitz Grande: 46 cm +/- 4 cm.
c) Spitz Médio: 34 cm +/- 4 cm.
d) Spitz Pequeno: 26 cm +/- 3 cm.
e) Spitz Anão / Pomerânia: 20 cm +/- 2 cm.
Cães abaixo de 18 cm são indesejáveis.
Peso: Cada variedade de Spitz Alemão deverá ter um peso de acordo com seu
tamanho.

Fonte: CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA - Filiada à Fédération Cynologique Internationale.

TRADUÇÃO: Suzanne Blum / REVISÃO: Claudio Nazaretian Rossi.
PAÍS DE ORIGEM: Alemanha.
DATA DE PUBLICAÇÃO DO PADRÃO OFICIAL: 17/01/2013.

NOME NO PAÍS DE ORIGEM: Deutscher Spitz, inklusive Keeshond und Pomeranian.

A fase da troca de pelos dos filhotes :)


Os filhotes tem uma imensa quantidade de pelos quando nascem, assim como os adultos. O que é importante informar é que todo filhote passa pela fase de "troca de pelos", ou seja, os filhotes passam por uma grande troca de pelos, substituindo a pelagem felpuda e adquirindo uma pelagem definitiva. A troca completa da pelagem e a definição do pelo pleno acontece em torno de 1 ano e meio a 2 anos. Não se assuste, a troca de pelos é uma característica da raça, basta escovar seu filhote, se possível, diariamente, que na própria escova você recolherá os pelos da troca. Se você gostaria de mais informações sobre essa fase de troca de pelos, entre em contato conosco que vamos dar todas as orientações sobe o assunto.

A genética dos Lulus   -  Compartilhamos nosso conhecimento com você!

O papel de um criador responsável vai muito além da venda. A verdadeira cinófila se refere ao interesse, amor e carinho com os cães e, também, ao estudo e aperfeiçoamento da raça.

Entendemos que é essencial um canil sério, que zela pelo bem estar dos seus cães, ter conhecimento de genética, compreendendo os efeitos de cruzamentos, para assim escolher os cães e prever, dentro das margens de segurança e probabilidades, se os cruzamentos chegarão aos resultados esperados. É só dessa forma que se pode trabalhar com responsabilidade e respeito aos clientes e aos animais.

É impossível prever, em um acasalamento, as características externas. Nem sempre elas correspondam as expectativas planejadas, ainda mais quando se levado em consideração que o Spitz Alemão leva a carga genética de várias gerações. Isso mesmo!!

Não é somente o pai junto com a mãe que devem ser observados. Existe toda herança genética que deve ser levada em consideração. Essa relação de hereditariedade pode ser vista em humanos, onde os filhos herdam características dos avôs, por exemplo.  Para que você entenda, de forma mais clara, tudo que estamos expondo, lembrem-se daquelas frases comuns na nossa vida, do tipo, “ele puxou os olhos da avó”, “ela é alta porque puxou o avô paterno”, “ele tem o mesmo tipo de cabelo que o avô paterno”. Com os cães, em especial o Spitz Alemão é a mesma relação. Por isso, a importância de selecionar em qual canil você irá adquirir seu filhote. Para garantir uma filhote "anão" como é o desejo de muitos clientes, não é garantia o envio de fotos dos pais. 

A genética desempenha grande função também na manifestação comportamental, e, acredita-se que genética e ambiente interagem entre si no desenvolvimento de um cãozinho. E aqui, é mais um ponto importante para você ficar atento: se a genética do animal não é boa, por melhor que seja o ambiente em que ele irá a viver não é possível ir contra a genética. Isso é muito importante. É UMA VIDA QUE ESTARÁ ENTRANDO NA SUA VIDA e todo canil sério, que leva seu trabalho de forma responsável precisa que você, cliente, tenha esses cuidados para não incentivar cruzamentos sem estudo, sem acompanhamento, sem cuidado. Todos são prejudicados por esse tipo de pratica.

Em cada nascimento, a cada ninhada, percebe-se que um filhote é diferente do outro, pelo fato de que a combinação de genes é única, e isso é o mais espetacular da natureza. Assim como nos humanos, a expectativa de nascimento em um canil é enorme, porque nenhum filhotinho é igual ao outro, assim como nenhum bebê é igual. E, para cada característica, de cada pai e mãe, formará um resultado de combinações, sendo inúmeras combinações possíveis. E  todas elas são imprevisíveis.

 

De acordo com Accioli, no artigo, Genética aplicada à Criação de Cães, selecionamos alguns mandamentos da hereditariedade:

1 - Não há atalhos para o melhoramento da raça, pois o mesmo só pode ser obtido por meio de uma cuidadosa seleção.

2 - O aproveitamento do material genético dos pais para os filhos varia de acordo com o jeito que cada gene se comporta.

3 - Os genes podem proporcionar efeitos imprevisíveis num cruzamento, porém esses efeitos não indicam o patrimônio genético de cada animal.

4 - Várias características são definidas por vários pares de genes.

5 - Não há raça de cão que se reproduza sem variações, por conta da segregação independente.

6 - As condições ambientais estimulam ou amenizam as tendências genéticas.

7 - O entrecruzamento é feito pelos criadores para eliminar ou fixar uma característica.

8 - O cruzamento entre irmãos gera uma queda na vitalidade dos filhotes, proporcionando maior degeneração de inbreeding.

9 - O entrecruzamento (inbreeding) exibe melhores resultados apenas durante as primeiras gerações.

10 - O inbreeding apenas intensifica o que já havia.

11 - Cruzamentos sonhados podem dar filhotes inviáveis, pois os pais podem ou não passar suas qualidades.

 

GENÉTICA APLICA AS CORES.

Acredito que por essa vocês não esperavam. Existem dois tipos de pigmento criam a cor da pelagem nos cães e também na maioria dos demais mamíferos. Os dois pigmentos que criam as cores nos cães são: Eumelanin (Eumelanina) e a Phaeomelanin (Feomelanina).

Pigmento é o que dá, a cada fio de pelo, a sua cor. Todas as cores de pelagem/padrões são criados por estes dois pigmentos, que são duas formas de Melanina. E, eles podem ser modificado por vários genes, isso que faz a cartela de possíveis cores de pelagem ser tão diversificada, apesar de apenas dois pigmentos. Ou seja: dois pigmentos sofrem modificações dos genes e modificam sua manifestação.

Agora, vamos aos fatos!

Eumelanin é o pigmento preto. Todas as áreas pretas em um cão são proporcionadas ​​por células produtoras desse pigmento. No entanto, existem genes que transformam Eumelanin em outras cores - marrom (chocolate), azul (cinza), ou um marrom pálido (biever) - esses são os nomes populares das cores – geneticamente são denominadas: fígado (marrom), azul (cinza), ou isabella (marrom pálido empoeirado)

Se um cão tem qualquer um dos genes para transformar o Eumelanin (preto) em marrom, azul ou marrom pálido, todo o preto no seu pelo será modificado. Isto acontece porque estes genes vão restringir e/ou alterar a produção de eumelanina, deste modo nenhuma das células serão capazes de produzir com força total o pigmento. E, a Eumelanin está presente em outras partes do cão que precisam de pigmento: olhos (íris) e nariz. O nariz será preto, marrom, azul ou marrom claro, dependendo do tipo de Eumelanina o cão pode produzir.

 

A cor em íris é produzido por camadas de pigmento, os olhos castanhos, como a maioria dos cães têm (e como muitas pessoas também), são causados ​​por Eumelanina negra existente nessas camadas. Quando um cão alterou/restringiu a produção de Eumelanina, as íris também serão incapazes de produzir em sua totalidade o pigmento. Isto significa que o pigmento escuro no olho se tornará mais leve, e os olhos serão castanho claro, conhecidos como âmbar ou ouro. Comum em animais, e não em humanos essa coloração.

 

O segundo tipo de pigmento é Phaeomelanin: o pigmento vermelho.

O termo "vermelho" cobre tudo, desde vermelho escuro para o creme claro, abrangendo dourado, amarelo e laranja e toda a gama de cores tan (desde o castanho ao amarelo). Phaeomelanin é produzido apenas no pêlo. Não ocorre nos olhos ou no nariz, por isso quaisquer genes que afetem a cor/intensidade de Phaeomelanin não terão influencia nos olhos ou nariz. Apenas o Eumelanin ocorre nessas áreas, e assim apenas genes que afetam Eumelanin podem alterar a cor dos olhos ou do nariz.

Ao contrário de Eumelanina, ela não ocorre em duas cores diferentes (preto e marrom), mas sim apenas uma cor, o qual varia em intensidade.

 
Curiosamente, Phaeomelanin também é responsável pelo cabelo ruivo e sardas nos seres humanos. A maioria dos cães têm tanto Eumelanin como Phaeomelanin no seu pêlo. O conjunto de genes, de cada indivíduo comandará as suas manifestações, produções, localizações e dessa forma seu resultado fenótipo. 

 

Mas e o branco?

Branco não é realmente uma cor, de modo que os pelos brancos nos animais não são causados por pigmentos, mas antes pela falta de pigmento.

Nos cães, é a falta de ambos os pigmentos, Eumelanina e Phaeomelanina.

As áreas brancas em animais são simplesmente causadas quando as células não podem ou não produzem qualquer pigmento. Às vezes o animal inteiro é afetado, como em albinos, e às vezes apenas partes dele são afetados, como em cães com manchas brancas. Ela também pode afetar a produção de Eumelanin nos olhos e narizes: esses tornando-se rosa e os olhos azul (ou vermelho em verdadeiros albinos).


Há também um segundo tipo de branco, que é causada por diluição do pigmento vermelho (Phaeomelanina) que faz as células de produzirem menos partículas de pigmento do que o normal, de modo que a cor fica mais leve. Se for suficientemente diluído, pode tornar-se branco.

 

Muitos cães brancos têm um ligeiro brilho marfim / creme na sua pelagem porque as suas células estão a produzir uma quantidade muito pequena de pigmento Este tipo de branco não costumam afetar a Eumelanin, portanto, quaisquer áreas preto / fígado / azul / isabella no pêlo vão continuar escuras e os olhos e nariz também.

E, em relação à disposição das cores, ou seja, da distribuição do pigmento, os genes da cor nos cães fazem duas coisas - eles determinam a Eumelanina e Phaeomelanina, ou seja, cores/tons, e eles controlam, também, a distribuição desses dois pigmentos.

Um conjunto exato de genes determina exatamente quais as células que vão produzir o quê.

Embora possa ser aleatória, não é (por exemplo, os filhotes podem ter marcas brancas diferentes dos seus pais, ou manchas iguais em lugares diferentes). Às vezes os genes podem "dizer" para às células mudarem o tipo de pigmento que estão produzindo. Isto significa que o pelo pode torna-se “tigrado” ao longo do seu crescimento pois a célula começa por produzir preto (Eumelanin) por um tempo e então muda para vermelho (Feomelanina), em seguida, volta para o preto, etc.

Quer saber mais?

Compartilhamos algumas literaturas com você.

 

ANDRADE, A.; PINTO, S. C.; e OLIVEIRA, R. S.; orgs. Animais de Laboratório: criação e experimentação [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2002.

CHAS, N. Cães: guia de raças. São Paulo: Publifolha.

DOG COAT COLOUR GENETICS. Two diferente types of pigment.  

DOG LINK. Guia do criador.

MURILO, C. Melhoramento genético e consanguinidade.

OLIVEIRA, S. B. C. Sobre Homens e Cães: Um estudo antropológico sobre efetividade, consumo e distinção. Dissertação de Mestrado – Universidades Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.

OLIVEIRA, Á. D’A. Noções sobre genética.

ROSSI, A. Do lobo ao cachorro doméstico.

SILVA, D. P. Canis familiaris: aspectos da Domesticação (Origem, Conceitos,

Hipóteses). 2011. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia) – Faculdade de

Medicina Veterinária, Universidade de Brasilia, Brasilia, DF, 2011.

TEIXEIRA, E. S. Princípios básicos para Criação de cães. São Paulo: Nobel

VIEIRA, M. I. Os cães: cuidados, criação, treinamento, doenças. 2ª Edição revista. São Paulo: Distribuição Livraria Nobel S.A. Editora, 1980.

WEISS, E. e GREENGERG, G. Service dog selection tests: Effectiveness for dogs from animal shelters. USA: Applied Animal Behaviour Science 53, 1996.

Conhece as nossas Redes Sociais?

Postamos diariamente dicas bem legais e importantes, informações sobre a criação e, é claro, nossos filhotes disponíveis!

  • Facebook
  • Instagram

Vamos conversar ?

A decisão de adquirir um cãozinho é muito importante.  É uma nova vida que irá fazer parte da sua! Por isso, convidamos você a conversar conosco :)

WhatsApp e Celular
51-999975488